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"E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. E Abraão levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor; E olhou para Sodoma e para toda a terra da campina; e viu, que a fumaça da terra subia, como a de uma fornalha." Gênesis 19:26-28

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 [conto] De volta pra casa

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AutorMensagem
Trevor

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MensagemAssunto: [conto] De volta pra casa   Dom 27 Fev 2011, 10:01 pm

Mais um conto do Lua Sombria, esse é um pouco mais "picante" do que o meu último...


Sabe aquelas noites em que você quer evitar o contato com as pessoas e caminhar pela noite, sozinho e sem rumo?

Desliguei meu celular, comprei uma long neck e comecei a tomar enquanto andava pelas ruas, mergulhado nos meus pensamentos e indiferente às pessoas que cruzavam o meu caminho. Era assim que eu gostava de estar, sozinho. Sentimento que só veio depois de longos meses após meu divórcio.

Apesar de ser noite, a luminosidade das ruas era intensa a ponto de fazer um contraste com os pensamentos sombrios que rondavam em minha mente. Só percebi que estava andando por horas a fio quando minhas pernas se queixaram de dor. Eu já estava em uma praça, olhei ao redor e notei que era tarde. Haviam poucas pessoas circulando e o silêncio tomava conta do lugar. “Melhor assim”, pensei.

Sentei em um banco e permaneci olhando para a lua cheia através da copa das árvores. Estava tão distraído a ponto de não ver que alguém havia se sentado ao meu lado. Por causa do susto, fiz um movimento brusco olhando quem era e vi uma mulher. Ela tinha uma beleza sutil. Rosto meigo e angelical, traços perfeitos e discretos. Sorriu meio tímida e disse com uma voz doce:

— Desculpe, não queria te assustar. Tudo bem seu eu ficar aqui ?

— Não se preocupe, pode ficar à vontade. – eu disse.

Mentalmente escutei minha própria voz dizendo “Vamos idiota, converse com ela!”. Por outro lado, eu não estava afim de papo. Não queria ficar pensando no que dizer. Aquele silêncio mortal que acontece quando não se tem assunto não estava me incomodando. Pelo contrário, eu estava me envolvendo naquela presença sem palavras, e ela parecia estar se envolvendo da mesma forma.

Fiquei alguns minutos me indagando o que ela fazia ali, naquela hora da noite. Então quebrei o silêncio:

— Desculpe perguntar isso, mas você não acha perigoso estar aqui a essa hora?

— Eu não corro perigo estando aqui. – respondeu.

— Bom, não sei se é o seu caso, mas eu às vezes simplesmente não tenho vontade de ir pra casa.

— Eu sei como se sente, mas meu caso é diferente. Eu não posso voltar pra minha casa agora.

Pensei se seria indelicado da minha parte perguntar o porquê, e decidi que era melhor não. Mudei de assunto e continuamos a conversar. Sua voz era suave, e às vezes eu me perdia no assunto quando olhava para os lábios dela sem prestar atenção no que dizia. A distância entre nós estava diminuindo gradualmente até que por fim nos beijamos, por um longo tempo. A intensidade das carícias aumentavam à medida que o beijo se tornava mais lascivo. Não estava nem um pouco preocupado com quem poderia estar nos observando, até que de fato me dei conta que isso não iria acontecer, pois inexplicavelmente já estávamos em meu apartamento. Não houve chance de raciocinar como aquilo aconteceu, pois ela já estava levantando a minha blusa. No calor do momento, fiz o mesmo com ela, indo mais além. Minhas mãos acariciaram suas pernas e deslisaram pelo seu corpo até o rosto. Fitei outra vez aqueles olhos e vi o brilho do inferno neles. Seu sorriso agora era pervertido. Senti um misto de medo e desejo. Ela subiu em mim pressionando minha nuca contra seu busto e mordeu meu lábio inferior. Senti suas unhas arranhando minhas costas como navalhas. Era incrível como que aquela garota meiga e inocente havia se tornado uma mulher perversa e cheia de luxúria.

Continuamos a nos copular e percebi que sua aparência havia mudado. Ela estava mais voluptuosa e agora tinha asas e um par de chifres. O prazer que eu sentia inibiu qualquer medo, e prosseguimos com aquela relação macabra e sediciosa sem se preocupar com os protestos dos vizinhos que batiam na minha porta. Ainda com os corpos entrelaçados, começamos a flutuar da cama, indo até o teto. A gravidade simplesmente se recusava a nos trazer de volta para baixo. Ela segurou meus braços com uma força incomum para uma mulher e me sufocou com beijo agressivo, me causando vertigem. Olhei para baixo e me vi deitado na cama, imóvel. O pavor me fez empurra-la imediatamente e tentar voltar ao meu corpo. mas era inútil, ele já assumira uma palidez cadavérica. Olhei para cima e ela continuava lá, flutuando assombrosamente e me encarando com um sorriso sarcástico, e então proferiu sua sentença :

— Acho que agora você também não pode mais voltar pra casa.
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